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nome: [ná]
about me: ególatra, poser, blasé, imprevisível, tímida, inconsequente, irresponsável, implacável, inexorável, inerte, sensível, contraditória, birrenta, teimosa, egoísta, cruel, bocuda, desanimada, preguiçosa, engraçada, deprê, humilde, nada humilde, revolt, calma, irada, nervosa, estressada, briguenta, impaciente, estourada, cínica, irônica, sarcástica, arrogante, despeitada, neurótica, indecisa, compulsiva, competente, incompetente, riot grrrl, boazinha, pessimista, otimista, descontrolada, carinhosa, compulsiva, dedicada, melancólica, nostálgica, obsessiva, medrosa, dramática, infantil, exagerada, mórbida, contraditória novamente, subnutrida, hipocondríaca, tolerante, intolerante, obsessiva, pedante, esguia, bêbada, mal-humorada, inteligente, retardada, malévola, afável, byroniana, mutante, paradoxal, mefistofélica, acomodada, branquela, intelectual, burra, anti-social, anti-clichês, anti-preconceito, estranha, niilista, noctívaga, agnóstica, nonsense, sábia, sem juízo, ajuizada, extremista, crítica, criticada, extrovertida, introvertida, introspectiva, insone, lânguida, cética, ociosa, odienta, odiada, adorada e novamente imprevisível e contraditória.

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[9/17/2005 02:51:00 PM]
[7/27/2005 01:51:00 PM]
[5/30/2005 03:28:00 PM]
[5/23/2005 10:00:00 AM]
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[3/7/2005 03:21:00 PM]
[3/4/2005 08:52:00 PM]
[3/4/2005 02:43:00 PM]

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[1/24/2006 12:39:00 AM]

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divina

(0)
[fuck it]

[9/17/2005 02:51:00 PM]

"minha loucura, outros que me a tomem
com o que nela ia"

e vomitou a alma. foi esta a prova de que possuía uma alma. não os utópicos e famosos vinte e um gramas de alma, mas sim algumas centenas de mililitros de alma, mililitros incomensuráveis pela ebriedade, os pronomes indefinidos que o digam. sim, ela precisava do torpor, ela precisa da franja cobrindo os olhos para ver o mundo com distorção, ela digere a metafísica e o empirismo, ela precisa de uma vida esfumaçada. e ela precisa também de sua obsessão. um mísero desejo virou uma obsessão e definiu o objetivo da sua vida, até porque ela precisava ter um objetivo na vida. ninguém consegue continuar sem o tal; "conseguir", no caso, ocorre como um eufemismo de "precisar", eufemismos são medíocres mas se não usasse a frase seria aquinhoada de um cinismo mais eufêmico do que a própria troca de palavras. ela odeia os eufemismos, eles tiram o suor de sangue de seus textos. ela faz um jogo lúdico com as palavras da pior maneira possível. e ainda há muito o que odiar, e o que ela mais faz além disso é sonhar. sonha transcendentalmente, sonha mais do que vive e odeia e escreve, e menos do que pensa. ela não é nada sem seus pensamentos. mais um ano, três meses e dezoito dias e ela conseguirá o que quer. e alimenta essa obsessão cuidadosamente para não perdê-la devido á inconstância que rega seus dias. a perda d obsessão significaria a vitória da "certeza-não-amadurecida-do-fracasso", problema endêmico. e isso a prenderia mais ainda na próstata do mundo, no estado pseudovegetativo. não que já não esteja vegetando. ela vegeta, mas pelo menos aida pensa, ainda pode pensar e querer e sonhar. um ano três meses, dezoito dias, algumas horas, alguns minutos e alguns segundos. ela quer ver as mitoses das ruas divinolandenses, ela quer ver casas empilhadas, ela quer o glamour do anonimato, ela quer passar tardes cálidas por entre nuvens de monóxido de carbono, ela quer as noites delirantes dos exóticos, ela quer o horizonte acinzentado. talvez tenha nascido para viver, e é isso o que está procurando. talvez queira realmente viver. mais do que a alma vomitada isso é importante para ela. apenas um pouco menos do que torpor, ela precisa dos lapsos de memória, quer esquecer tudo o que viveu no pequeno aquário de cercas eletrificadas. mas ela erra e esquece os momentos "divertidos" que pode viver enquando ainda está na curva do vento. mesmo com todo o temor ela não vai fugir do que lhe é imposto por si mesma e pelos senhores com viseiras de cavalo. sequiosa pelo mundo, deseja a vitória e possui um resignamento quase mudo que a deixa divagando na mesmice dos tempos e dos sonhos. ela imaginava possuir ídolos, mas sem perceber acabou traçando seu próprio caminho, corroborado a cada dia pelas línguas sequiosas por heróis tortos e histórias vertiginosas. ela prefere a pérfida ilusão das filosofias de calçada e é digna dos aplausos e escarros que recebe. quem é ela? ela é bem mais do que uma alma vomitada. ela é o que você tem vergonha de ser, minha irrefutável loucura.


divina

(11)
[fuck it]

[7/27/2005 01:51:00 PM]

e era um momento mágico! o sol batia de tal forma que fazia das sujeirinhas do meu ray-ban de vinte reais uma melopeia grandiosa. e eu ali sentada observando este espetáculo, uma sensação enorme de satisfação quando se observa algo real que ninguém mais pode ver. sim, coisas reais e incríveis como as sujeiras do óculos sob o sol tomando formas quiméricas são raras. e como um engodo foi a vontade de ficar ali, estática, observando para sempre aquele espetáculo que era só meu. mas foi aí que você tirou um dos meus momentos incríveis. eu deveria te odiar por isto! mas não, outro motivo para te odiar foi o fato de que você não me deixou pensar em mais nada por horas. e foi só um mísero olhar. um medíocre olhar foi o suficiente para que eu te amasse. sim, eu amei, não mais que duas horas, mas eu amei. e amei a ponto de sentir raiva de tudo o que estava ali e impedia o peremptório ato. na verdade, a única coisa que eu queria era fazê-lo diante de tudo que me envergonhava, e eu lamento minha falta de coragem. lamento ter deixado você passar por mim assim, sem ao menos um motivo para ser especial. sim, eu poderia fazer daquela tarde insignificante algo inefável e maravilhoso. e eu só queria que nós nos encontrássemos de novo, e seria diferente. talvez eu nunca esqueça a maneira como você me olhou, um olhar tímido amarrando as palavras, o primeiro olhar que me atordoou, o primeiro que me fez querer escancarar a verdade e os fatos [verdades são utópicas e mesquinhas demais para existir]. e eu ainda tentei te encontrar de novo, você saberia disto. eu tentei, e eu não costumo tentar, não por medo de não conseguir, mas pela quase-certeza-não-amadurecida do fracasso. e agora, eu só quero que você leia isto. chega a doer aqui dentro as palavras não ditas, palavras que só você me faria dizer, palavras que só você teve capacidade de arrancar de mim, mesmo que não foram ditas. e ainda há muito pela frente, coisas novas, pessoas novas, vidas novas; e eu sei que alguém vai me fazer te esquecer, só que a sensação turbulenta e doce do primeiro pseudoamor pseudocorrespondido vai durar no mínimo muito tempo. e eu quero que dure. é incrível minha capacidade de transformar as coisas ignóbeis em espetáculos grandiosos, assim como as sujeirinhas do ray-ban sob o sol, aiai minha melodramaticidade exacerbada... só sei que eu amei você, o mais breve e sincero e irreal amor.

é certo que nada do que está escrito faz sentido, nada do que aconteceu merece tal repercussão e pode-se dizer até que isto tudo é pura art-shit. mas não consegui deixar :: excretas verborrágicas :: descansando por tanto tempo e eu só queria dizer isto, só isto.

aka que eu fico sem minha "nerdice-futilidade-virtual-mor".

"como você é metidinha!"
pois é...


divina

(10)
[fuck it]

[5/30/2005 03:28:00 PM]

[aka que eu ia deletar néam]

nada é imutável. nem meu blógue, como podem notar. confesso que ele está um pouco abandonado ultimamente. fato. confesso também que eu estava decidida a deletá-lo. por quê? porque cheguei à indubitável conclusão de que nem eu mesma gosto dele e que ninguém dá valor em blógues atualmente.

[pseudodiferença entre blog e blógue]
blog: é o que os blogueiros possuem e representa 99,9% dos diários virtuais do mundo. os blogueiros blogam, ou seja, todos ou quase todos os dias eles postam coisinhas plageadas, gifts, charges piadinhas, alguma coisa do tipo "meu dia de hoje", e assassinam pérfidamente a língua portuguesa, mas sem críticas a isso [pelo menos por hoje]. a principal diferença é o fato de que os blogueiros fazem o blog para outros, colocam coisas que agradam as pessoas na expectativa de visitas e comentários prolixos.
blógue: é o que a resistente minoria ainda se atreve a fazer. minoria constituida pelos blogautores que atualizam sem nenhum tipo de ordem cíclica, mas postam textos [sem direito a plágios], insights, ufa's, coisas com conteúdo que os blogautores fazem surgir de algum lugar dentro de si. os blógues nunca têm muitas visitas ou comentários [mas os poucos que tem, sempre acabam dizendo alguma coisa]. os blógues são mais uma manifestação de umbiguismo exacerbado de alguns blogautores [eu!?], ou apenas um "cantinho na internet". porque quem gosta de escrever [maioria dos blogautores] faz para si, para satisfazer a necessidade psicossomática de verborragiar, e o fato de outros verem, ahhh isso é só conseqüência.

mas voltando ao assunto, é inevitável o silogismo de que os blogs agradam mais que os blógues. porém, eu não gosto de blogs e nem do meu blógue [que fique claro que minha página na internet nunca foi blog e mesmo assim eu não gosto], mas umas pessoinhas fodas e que eu adoro me convenceram a continuar [nunca vulnerável, sempre mutante]. sendo assim, sabendo que eu vou ter que conviver com isto aqui por muito tempo, resolvi mudar.
quem já lia meu blógue sabe que o template antigo não era bonito, mas era mais que este. como podem notar, não possui cores [ui!! monocromático], não possui coisinhas bonitinhas e coloridinhas que se mexem, não tem carinhas de personagens, não tem nada. mas tem um porém, este template saiu das minhas entranhas, tive uma inspiração visceral para fazê-lo, perdi horas e milímetros cúbicos de rede neural, e o mais importante é que ele é totalmente a minha cara [sem ambigüidades, please]. e talvez eu até seja sem graça, listrada, escura [sem ironias] e monocromática. este aqui é o blógue das minhas entranhas oníricas, mesmo eu ainda não gostando dele.

créditos especiais para mazu e yasmim.


divina

(17)
[fuck it]

[5/23/2005 10:00:00 AM]

::atendendo a pedidos::

[x] byronismo ou "birulismo"

atitude amplamente cultivada entre os poetas da segunda geração romântica e relacionada ao poeta inglês Lord Byron.
Sua obra exprime o pessimismo romântico, com a tendência de se voltar contra os outros e contra a sociedade, na sua postura declara a rebeldia diante das convenções morais e religiosas e a solidão moral e afetiva.
Caracteriza-se por mostrar um estilo de vida e uma forma particular de ver o mundo; um estilo de vida boêmia, noturna, voltada para o vício e os prazeres da bebida, do fumo e do sexo. Sua forma de ver o mundo é egocêntrica, narcisista, pessimista, angustiada e, por vezes, satânica. Chamado também de "mal do século".

éam, acho que o "mal do século" voltou mesmo...


divina

(9)
[fuck it]

[5/18/2005 03:01:00 PM]

inconstante.


sabe quando você imagina que as coisas estão melhorando, quando depois de muito tempo você acorda feliz, quando você fica satisfeito com si mesmo e se acha foda por ser quem é. sabe, quando você percebe que é foda e resolve mandar tudo que te incomoda ir se ferrar, resolve parar de sofrer pelo que não vale a pena, resolve se mostrar e pela primeira vez imune às críticas. sabe quando tudo parece estar melhorando ou quando você parece estar melhorando tudo? então, me senti assim por esses dias, tinha certeza de que as coisas finalmente mudavam. até o meu futuro começou a me preocupar e me fez quebrar algumas convicções, fiz planos, me imaginei feliz em algum lugar que eu gosto fazendo o que eu gosto, longe de tudo que eu odeio, e comecei a ver coisas que não via antes. tudo isso em menos de quarenta e oito horas. é, sou inconstante. depois de uma puta mudança, melhora, estou aqui, de cara feia e com a cabeça cheia de cosinhas borbulhando lá dentro. parece que está escrito na minha testa "eu não consigo". e eu preciso sair desse estado vegetativo, preciso fazer algo. mas há uma abismo entre minhas vontades e atos, são totalmente antônimos e opostos e maniqueístas, são minhas paralelidades e eu não consigo me decidir por nenhuma, retas vagas que vão para o nada sem nenhum objetivo. sim, talvez o problema seja o abismo moral entre "nayara" e "mundo de nayara". porque esse mundo faz questão de lembrar a toda hora que as pessoas devem ser iguais (devem?). porque as pessoas desse mundo são superficialmente diferentes e em qualquer conversa mais longa do que cinco minutos, qualquer conversa que não seja frivolidade e futilidade, já dá para perceber que são como aqueles objetos que alguma fábrica imunda produz em algum lugar, "coisinhas" iguais produzidas em massa.
e agora eu só quero me isolar em um lugar qualquer com qualquer substância que me entorpeça e ter uma overdose verborrágica.
obs: eu resolvi parar com essa merda toda de letras maiúsculas, afinal o que torna o bloco de notas especial é isso, o fato de que eu tenho total controle sobre ele, e ele não coloca letras maiúsculas onde não as quero. as letras maiúsculas me irritam, não as quero mais. ponto.


divina

(6)
[fuck it]

[5/09/2005 11:59:00 PM]

Post duplo hoje...

Se eu dissesse tudo talvez eles me respeitassem. Exploda nayara, se mostre, fale a verdade, pare de ser covarde, hipócrita e enrustida. Já cansei de esperar...sim, eu vou fazer tudo que supostamente mudará a minha vida e me fará menos estática quanto às minhas vontades. Mais uns dias ou uns meses ou uns anos e eu vou me reconhecer. Posso ser tudo que está aqui dentro, só não posso continuar nisso que estou, vegetando e interpretando a felicidade para ou outros. Sim, eu preciso mudar. Muito.

Depois de alguns dias...

Obs: me sentindo putamente ótima.
Meus textos não são feitos das minhas deprês e mazelas, são meus insights, eles contém tudo que está aqui dentro, sabe, escondido em algum lugar, algum lugar "fundo", que só eu sei onde é. E eu tenho uma vaga noção das não-coisas desse "fundo", não-coisas que já se cansaram da própria existência ou não-existência utópica. Sim, eu vomito o que me atormenta, o que quer sair, os meus pensamentos canibais.
Porque eu percebi que eu sou putamente foda pelo "eu" que está aqui dentro, foda no ótimo sentido, por ser eu mesma. Extremamente satisfeita comigo mesma e extremamente decepcionada com as pessoas. Extremamente (e eu estou profundamente sensata) pê da vida com os outros, e isso é ótimo! Acabei percebendo que a minha revolta é com eles, e não comigo. Finalmentre parei com essa putaria toda de ficar me lamentando e fazendo merda e me ferrando por gente visivelmente pior que eu que quer exatamente isso, que eu me foda e faça merda para dar motivo a eles, falsos motivos para me criticar. Eu sou foda (e nada humilde hoje).


divina

(6)
[fuck it]